21 outubro 2011

Gramaticalmente em versos

Me, mim, comigo.
Te, ti, contigo.
Conosco, com a gente,

Queria te ouvir, devia ir,
E que tu não pensasse, 
Qualquer coisa, sem saber,
Mesmo isso, não sendo possível.

Ironicamente,
Tu nem sabe, mas pode sentir,
Assim como eu,

Eu vejo o teu cheiro,
Tu fala minha língua, "Venha pra casa",
Ele, ele quem?
Pouco importa, ainda é, ainda,

Nós nem sequer existimos,
O conjunto "nós", nem seuqer existe
É uma blasfêmia,

“Pero” vós sois meu belo dia de sol,
Meu belo dia de chuva,
Meu frio, meu calor,
É uma espécie de autor,

Mas bem no interior,
Parece um pastor,
Eles todos podem ver, mesmo sem saber.


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